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Rede de Fake News pró Bolsonaro e ataques ao STF são investigados após determinação de ministro da corte

Publicada em 15/10/19 as 09:11h por Felipe Pereira


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 (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil )

O Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Alexandre de Moraes, ordenou que a Polícia Federal investigue a relação entre uma rede de disparos de mensagens de WhatsApp favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A conta está ativa desde as eleições passadas e foi revelada pelo UOL em setembro. Além disso, o ministro também ordenou que os ataques sofridos pelos ministros da corte na internet nos últimos tempos também sejam investigados.

De acordo com a FolhaPress, o pedido foi feito dentro do chamado inquérito das fake news, aberto pelo próprio tribunal sob o comando de Moraes. Na reportagem feita pelo UOL, uma rede de disseminação de fake news pró-Bolsonaro, com uso de robôs e disparo em massa de mensagens, não foi completamente desativada depois das eleições.

Ainda segundo a Folha, as linhas telefônicas usadas nos disparos durante as eleições são usadas hoje em dia para administrar grupos públicos de WhatsApp a favor do governo Bolsonaro. Em parte desses grupos só o administrador pode enviar mensagem - eles funcionam como "listas de transmissão".

Com a determinação, o STF quer saber se a mesma estrutura é utilizada para disseminar os ataques e ameaças aos ministros que motivaram a abertura do inquérito na corte. Em março, um despacho de Alexandre de Moraes mostrou que uma das linhas de investigação no inquérito aberto pelo STF era "a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito".

Na ocasião, o ministro confirmou a suspeita. "Essa rede alguém paga, alguém financia por algum motivo", disse a jornalistas. Ele afirmou que o caso seria "investigado a fundo". "Há fortes suspeitas de que os grupos de financiamento maiores são de São Paulo."

 Redação: Radar da Bahia 




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